Destaques
Mais um ano vem chegando ao fim e grande parte dos estudantes brasileiros está se preparando para enfrentar mais uma maratona de vestibulares, em meio a tudo isso ainda temos o ENEM como forma de ing
Eu estava pensando outro dia sobre o modo de pensar e agir das pessoas (como sempre), certo e errado e demais assuntos relacionados. Foi então que me veio à cabeça o óbvio, tudo é relativo, tudo
Certa vez li em algum rincão da internet que os produtos da Positivo eram de qualidade um tanto quanto duvidosa, não levei muita fé devido ao crescimento que a empresa vinha tendo no mercado, chegu
Na noite de sábado eu resolvi testar como funcionavam os scripts para Twitter que dizem adicionar uma dezena de followers sem o mínimo esforço. Devido a questões de segurança dei preferência aos
De uma forma bem simples, os sindicatos são entidades com o intuito de representar determinado grupo de pessoas, são eleitos por esse determinado grupo e servem para defender os interesses do grupo.
Henrique Artur Wint
9 de dezembro de 2009
Eu não poderia iniciar este post sem antes esclarecer que até algum tempo atrás eu era um xiita que considerava os blogs de bunda as maçãs podres da cesta, mas nada como olhar as coisas de um ângulo diferente para ver que essa linha de pensamento não passa de simples ignorância.
Essa visão vinha principalmente por considerar que este tipo de blog tornava todo o meio ruim para publicidade, fomentava a opinião de que blogs não passavam de diários de adolescentes na puberdade e se tornava um empecilho na tão esperada profissionalização e reconhecimento como nova mídia.

Moralização dos blogs?
A alta oferta de mulheres qualquer coisa no mercado juntamente com a baixa do dólar fez com que muitos blogueiros que até então viviam apenas de seus lucros advindos do AdSense e outros meios de publicidade contextualizada (ou não) direcionassem boa parte dos seus posts as mulheres da feira, um meio fácil de tentar contornar a situação financeira desfavorável.
Deixando de lado os lucros com publicidade contextualizada (vide AdSense) que esse tipo de post pode trazer, a moral do blogueiro pode ser prejudicada no meio publicitário. Nem sempre U$50,00 num post sobre a última mulher da Playboy pode ser tão lucrativo quanto se pensa, anunciantes não buscam apenas pageviews ou unique visitors, a exigência é por conteúdo relevante e de qualidade.
E qual o segredo para o sucesso?
Publicidade em blogs ainda é algo novo, estamos recém começando a explorar (e ser explorados é claro) este meio, a falta de experiência nos faz perceber de forma errada certas coisas.
Tome como exemplo o meio televisivo, todas as emissoras vivem de sensacionalismo e corpos, no entanto elas não deixam de perder por causa disso e geralmente o que ocorre é o contrário. Talvez chegue o dia em que os blogs se igualem, o que eu sinceramente espero que não ocorra. Já que somos uma nova mídia, vamos fazer publicidade de modo diferente dos meios tradicionais.
No final das contas, tentar moralizar os blogs é uma utopia totalmente desnecessária, o meio publicitário tem começado a lançar suas teias nos nossos domínios, e não é porque alguns blogs vivem de mulheres qualquer coisa que deixaremos de ser um mercado atrativo.
Misturar conteúdo de qualidade com posts sobre mulheres qualquer coisa (vulgo posts Caça-Paraquedistas) seria a melhor maneira de manter a balança equilibrada.
No mais eu digo, se você é blogueiro e quiser publicar as fotos e/ou link da última mulher de feira, o faça a vontade e esqueça os xiitas que são contra. No entanto, não se esqueça que quando falamos de publicidade em blogs a conversa pode ser outra, e o anunciante pode estar mais interessado em anunciar em blogs que não vivem apenas de seios e bunda.
Henrique Artur Wint
25 de novembro de 2009
Desde que eu me dou por gente, nunca que eu me lembre um conselho foi mais válido do que um exemplo prático e real. Apesar de ouvir durante muitos anos que ‘ler é legal e divertido’, ‘ler faz com que você fique mais inteligente’ e ‘ler whatever something’ eu só fui gostar do hábito após ler realmente, e só percebi as drásticas diferenças entre um leitor assíduo e um não leitor nesta última semana.
Você deve se lembrar bem que desde a primeira série, quando você começou a ler as primeiras palavras e frases o que a professora dizia, leiam leiam e leiam muito (ok, ela também deve ter dito para vocês escreverem muito, mas este não é o foco honey), e essa frase deve lhe ter perseguido por toda a infância e adolescência, muito embora a maioria das pessoas simplesmente a ignorassem, aquelas sábias palavras eram de grande valia.
Ler é um hábito saudável e prazeroso, eu por exemplo, passo horas lendo uma história que me instiga, não consigo parar enquanto não ler o próximo capítulo, e assim vai se seguindo até que chegue algo que me impeça de continuar. E numa nova oportunidade lá estou eu novamente, com o livro na mão ou o PDF aberto tentando adivinhar o que acontecerá com o personagem na próxima linha.
Para você tudo isso pode parecer muito chato, mas as diferenças entre um leitor e um não leitor são enormes. Vou expor o meu exemplo prático e você faça da sua vida o que bem entender
Essa semana comecei a fazer Auto Escola, estou tirando minha primeira CNH antes que as regras mudem e eu tenha que passar mais horas trancafiado numa sala ouvindo coisas chatas sobre trânsito e tudo que o envolve. Durante essas aulas nós somos preparados para a prova teórica final, e é comum termos que realizar testes simulados para ver como está o nosso aprendizado.
Não pense que este simulado é como os simulados aplicados em cursos preparatórios para o vestibular, pois neste último caso, você necessita estudar para compreender o conteúdo e saber responder corretamente as questões propostas, o que não é o caso das provas simuladas da auto-escola. Acredite, se você não fez sua CNH ainda, prepare seu saco de paciência e seu humor, pois as alternativas para algumas questões são extremamente absurdas.
No entanto o que mais me chamou atenção é a demora que alguns dos alunos demoram em concluir uma prova com 30 questões simples onde na maioria das vezes, apenas 1 das 5 alternativas é congruente com o questionamento, e as demais não passam de piadas ruins e/ou sem nexo, muitas das alternativas diferem totalmente da questão.
Além do tempo elevado para o término do teste, também o número de erros me espanta, alguns alunos não chegam a acertar 70% de todas as questões. O que denota uma dificuldade alta em termos de interpretação e compreensão de texto por parte deste alunos.
Ou seja, pessoa que não lê, também tem grandes dificuldades em interpretação e, como haveria de ser, também tem dificuldades em escrever.
Não posso jogar a totalidade da culpa em cima das pessoas que passam por essa dificuldade, algumas sofrem de problemas de assimilação de conteúdo, outras são vítimas do mau ensino das escolas públicas (eu estudei minha vida toda em colégio público, então não venham me chamar de playboy fdp), e existe ainda o fator ‘querer’ que é de extrema importância.
Fica a dica, de uma chance a si próprio e vá a biblioteca de sua cidade procurar algum livro que você considera ser legal, procure inicialmente livros pequenos em que você possa ler durante uma semana naqueles minutos de folga, com o tempo vá pegando livros maiores e com histórias mais complexas. Algum dia você também vai perceber a grande vantagem que é ter perdido esses minutos.
Henrique Artur Wint
24 de novembro de 2009
No livro A República Platão discuti a criação de um modelo de sociedade ideal, onde cada indivíduo pertencente a esta sociedade executasse apenas um ofício, e que este fosse o que lhe trouxesse mais prazer e o que ele melhor realizasse.
O modelo baseava-se basicamente da seguinte forma: O médico apenas clinicaria, o professor apenas educaria, o escritor apenas escreveria, o comerciante apenas venderia, o pintor apenas pintaria, o estudante apenas estudaria e assim por diante pois essas eram as atividades que lhes proporcionavam mais prazer e a que eles melhor sabiam fazer.
Como modelo funciona muito bem obrigado, já na prática a coisa se torna um tanto quanto diferente. Primeiro porque muitos dos indivíduos pertencentes a sociedade não realizam profissionalmente a atividade que lhes traz mais prazer, segundo porque em muitos casos esses indivíduos não realizam a atividade de maneira satisfatório por não serem capazes, ou simplesmente por não estarem interessados, e terceiro, porque é impossível que cada indivíduo realize apenas uma determinada tarefa.
O terceiro elemento apontado acima é ponto crucial de toda essa cadeia. Se na prática o modelo funcionasse da maneira como foi proposto, estariam erradicados elementos básicos para a sobrevivência do ser humano, como o individualismo, pois a todo momento necessitaríamos que um segundo indivíduo realizasse determinada tarefa para darmos continuidade as nossas próprias tarefas, estaríamos fadados a dependência alheia.
Parece ruim não é mesmo? Mas se pararmos para analisar, o modelo acima é sim aplicado na sociedade atual, mas não de forma tão radical. Hoje em dia existem poucas coisas que podemos realizar sem a dependência de um segundo indivíduo nos auxiliando de alguma maneira, mas não deixamos de realizar tarefas individualmente mesmo com o auxílio de outrem;

Digo isso porque na noite de ontem eu tive que limpar a caixa de gordura do apartamento, pois a possibilidade que levantamos quando vimos que a água da pia parou de descer era que o acumulo de dejetos de comida tinha entupido a saída. Após verificar que mesmo a caixa estando limpa a água continuava parada eu vesti meu macacão vermelho e tentei dar uma de Mario Bros.
Resultado? A cozinha e a lavanderia cheias de sujeira de esgoto, eu exausto, faxina em plena segunda-feira as 23 horas, o apartamento inteiro fedendo e a pia ainda entupida.
Eu não sirvo para isso, eu me preparei e continuo me preparando para trabalhar como Desenhista, utilizar ferramentas de CAD e projetar móveis. Além de não ter o preparo para realizar um desentupimento de encanamento eu não tenho as ferramentas necessárias para tal atividade. Seria melhor se eu tivesse seguido o modelo sugerido por Platão? Claro, mas é humanamente impossível querer que isso aconteça sempre e querer impedir as pessoas de tentar.
O ser humano odeia ser totalmente dependente de um segundo indivíduo - visto que a dependência passa a impressão de vulnerabilidade - e mesmo vivendo numa sociedade colaborativa somos individualistas, e tal sentimento é essencial para a nossa sobrevivência.
Nós gostamos de ser desafiados e tentamos resolver por conta própria coisas que não fazemos ideia de como funcionam. Somos seres curiosos por natureza, talvez por esse motivo tenhamos chegado ao nível de instrução e evolução ao qual chegamos e ao qual continuamos a seguir.
Na teoria o modelo é bonito e parece funcionar muito bem, mas se ele tivesse sido adotado na sociedade, já teríamos deixado de existir a muito, seríamos apenas rastros no deserto apagados pelo vento.
Não obstante, a sociedade precisa continuar sendo colaborativa para continuar existindo e evoluindo, bem como precisa continuar sendo individualista, sem esses dois elementos não conseguimos continuar.
A vida é um paradoxo.
PS: Eu nunca mais irei vestir o macacão vermelho, nem que para isso eu tenha que trocar favores sexuais por dinheiro para pagar um Mario Bros genuíno.
Henrique Artur Wint
19 de novembro de 2009
A muito tenho visto a guerra entre Gravadoras e Usuários, e desde que eu me conheço por gente o download de músicas faz parte da minha vida. Sim senhores e senhoras, assim como você, eu também já baixei músicas ilegalmente através de diversos compartilhadores; eu sou da época em que o Kazaa estava em primeiro lugar na lista de downloads do Baixaki, superando até o ICQ (você ainda tem lembranças deles? – MSN naquela época era coisa pra um ou outro gato pingado – sim, eu estou velho).
Só que existe um pequeno paradigma no meio disso tudo, quanto mais espaço, menos espaço. Ou seja, quanto maior o espaço disponível no HD, maior o número de faixas baixadas e menor o espaço livre para coisas que podem ser importantes. E foi justamente ai que meus problemas começaram a colaborar com as gravadoras.
Quando saí da casa dos meus pais e vim morar em Caxias do Sul, fiquei sem computador e dei um jeito de comprar um notebook (leia isso e não se engane) no primeiro mês. O notebook veio com HD de apenas 120GB de capacidade, e eu, que no antigo PC tinha um HD de 80GB praticamente lotado de músicas tive que selecionar o que eu queria levar comigo durante o “resto da minha vida”. De primeira instância deletei toda a obra de Bach, que me consumiam míseros 15GB, dali pra diante foram algumas discografias de artistas que a muito eu não escutava e só estavam lá ainda por preguiça de deletar.
Me lembro ainda de ter escutado ao fundo um ‘yeeees’ vindo da sala da justiça, as gravadoras adoraram a atitude que eu tomei naquela tarde de sábado e certamente devem ter acumulado um pingo a mais de esperança de que todo mundo um dia tomaria a mesma atitude, rejeitaria os programas P2P e correriam novamente as lojas para comprar os materiais físicos (que por sinal eu adoro) e eles teriam novamente, seus bolsos cheios de dinheiro (nota do autor: até utopia tem limite, concordam?).
Mas certas coisas são impossíveis de mudar por completo e eu continuei fazendo download de músicas que eu gostava, mas não mais baixava discografias inteiras como era no passado, visto que eu não dispunha de muito espaço em HD nem tempo para organizar/escutar todo aquele montante de ‘dados’.
Só que o paradigma ‘mais espaço é menos espaço’ voltou a me assolar, ao mesmo tempo em que eu voltei a utilizar o Last.fm mesmo ele não sendo mais gratuito. E nos últimos dias tenho pensado e tomei uma decisão – que para alguns pode ser impensável – de deletar minha biblioteca de músicas do notebook, deixando apenas aquelas mais tocadas para um momento de necessidade.

Na sala da justiça as gravadoras gritam YEEES
Pausa para as gravadoras e artistas: “Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeees”.
Voltamos agora com a nossa programação normal…
Analisamos, eu pago mensalmente irrisórios US$3,00 (cerca de R$5,00, valor inferior a uma cerveja em festa) para ter acesso a uma infinita quantidade de músicas a qualquer hora que eu quiser, e ainda libero uma boa quantidade de GB no meu notebook que a cada dia tem se tornado mais valioso pra mim e, diariamente posso baixar algumas faixas se eu quiser. O modelo de negócios para o meu caso (e de muitos) é bem vantajoso.
Agora vamos ao ponto das gravadoras e artistas; as gravadoras podem ser muitas vezes exageradas no que dizem e nas atitudes que tomam, mas a reação normal quando se é encurralado é atacar, e essa tem sido uma atitude comum por parte deles já que nós usuários as empurramos para a beira do precipício; processando usuários, fechando portais de downloads, usando DRM e criando técnicas anti-pirataria. E analisando, eu não tiro a razão delas em não baixar a guarda e estar sempre caindo em cima. Já os artistas não vivem apenas de shows como muitos teimam em afirmar, isso é história de hipócrita tentando justificar a pirataria que comete diariamente.
Ambos tem perdido milhões anualmente com o download ilegal de músicas sendo que existem opções viáveis e baratas como o Last.fm. É o tipo de negócio onde todos saem ganhando. O usuário porque está colaborando com o artista favorito por um preço abaixo do quilo da banana, as gravadoras porque também tiram sua parte de lucro nisso, os artistas que vêem seu trabalho sendo valorizado, e a empresa que mantém este elo entre artista/público por um preço que abrange uma gama enorme de pessoas.
Para quem não conhece o serviço, abaixo segue um breve trecho explicativo retirado do site:
Toda faixa que você executar revelará ao seu perfil na Last.fm um pouco de seu gosto musical. Ele poderá conectar você a outras pessoas que possuem gostos parecidos com o seu e recomendar músicas das coleções dos outros usuários e das suas.
No mínimo interessante não é mesmo? E na minha concepção vale o pequeno investimento mensal. Além da qualidade do serviço prestado, eles ainda tem senso de humor que eu adoro, como na frase de ativação da conta: “vá para o seu perfil e veja seu ícone preto sexy” (contas pagas possuem um ícone no avatar que diferenciam os usuários das contas gratuitas).
Num âmbito geral, é necessário que todos percebam que existem sim, usuários – e esse número cresce cada vez mais – que querem pagar pra consumir conteúdo, e que este conteúdo seja de qualidade e a um preço razoável, de nada adianta eu como gravadora disponibilizar a venda de conteúdo digital através do meu site se o preço para o consumo não compensar. Eu como usuário não pagaria R$3,49 por UMA música que pode ser tocada apenas no meu computador, eu quero mobilidade.
Este é o motivo pelo qual me faz manter determinadas músicas na minha biblioteca e continuar a baixar outras. Toda a cadeia do consumo digital de músicas tem crescido e evoluído, mas ainda não chegou ao ponto ideal onde todos sairemos ganhando e estaremos agindo dentro da legalidade.
Gravadoras, podem gritar “yeees”, vocês de alguma maneira começaram a vencer, mas não se dêem ao luxo de achar que a guerra está ganha, foi apenas uma pequena batalha frente as inúmeras que ainda estão sendo travadas.
Ah sim, se você é usuário do Last.fm é quer ver se temos uma afinidade musical, pode me adicionar: Henrique Artur Wint
PS: Não mencionei o fato “e se a internet cair” porque não dependo mais da 3G da Claro (serviço ruim – é lenta, cai com freqüência e a operadora frequentemente faz cobranças indevidas).
Henrique Artur Wint
28 de outubro de 2009
Ainda me lembro daquela noite que entrei no meu tubo para ver o vídeo que todos estavam comentando. O vídeo era nada mais nada menos que o fazendeiro mais famoso do mundo segurando um “pequeno” objeto retangular que estava sendo chamado de celular, ou melhor, a revolução entre os aparelhos celulares, já que o mesmo não contava com teclado e sim com uma tela sensível ao toque, naquele dia pudemos presenciar novamente a aparição de Deus na Terra.
Assim como os telespectadores do anúncio, eu também fiquei fascinado e comecei a babar querendo um para mim. Mas nós vivemos no subsolo do mundo e aqui as coisas só chegam quando o síndico decide vir esvaziar os contêineres que armazenam o lixo dos inquilinos dos andares superiores.
Eu aceitei o fato de que minha condição financeira não dava conta de comprar um via Mercado Livre importado ilegalmente, muito menos fazer isso por meios legais, e continuei utilizando meu Porrorola V3 que naquela época passava por uma crise emocional profunda, o mesmo tocava, vibrava, despertava e usava de todos os meios que ele tinha disponível para chamar a minha atenção a cada minuto, certa vez tentei até achar entre os menus onde eu entrava no Tamagoshi pra poder alimentá-lo e me ver livre daquele incomodo, infelizmente eu não obtive sucesso.
Desde então muito tempo se passou, vários iPhone-killers surgiram (principalmente aqueles de marcas duvidosas vindos do interior da China, que você identifica facilmente pela simples característica “Suporta uma eternidade de chips simultaneamente”) imitando todo tipo de função do Deus supremo, principalmente a tela touchscreen que se tornou sucesso absoluto, o design da carcaça e do sistema.

Samsung Star: celular de pobres, fracos e oprimidos pelo sistema
E eis então que chegou a minha vez de adquirir um telefone do futuro que não tem teclas. Passei longos dias pesquisando qual se encaixaria melhor no meu bolso e acabei decidindo pelo Samsung Star, um aparelho voltado para as redes sociais (qualquer semelhança comigo é mera coincidência).
O aparelho conta com tudo que eu procurava, uma tela touchscreen (mesmo não sendo multitouch), MP3 Player, câmera fotográfica de 3.2 megapixels, EDGE, acelerômetro, Bluetooth e suporte a cartões de memória de até 8GB.
A saga para comprá-lo demandou mais paciência do que a da escolha do aparelho, primeiro porque a TIM não queria me aceitar como cliente pós, isso sem nenhum motivo aparente e sem me fornecer detalhes sobre essa negação (teria sido as infinitas reclamações contra a Claro na Anatel?), essa foi outra que não quis saber da minha pessoa como cliente pós, pois sabia que tinha se incomodado muito (e ainda tem) devido a maravilhosa internet 3G por eles oferecida da qual eu tive o desprazer de utilizar por vários meses. Já a Vivo eu nem cogito, pois não quero pagar um valor absurdo por um aparelho num plano pós e ter que pagar as tarifas mais altas do mercado tendo as piores promoções (porque pobre adora uma promoçã).
Como eu já havia assimilado que eu não sou um bom cliente, pois eu sou reclamação, insistente e chato, resolvi pegar o aparelho num plano pré-pago mesmo. Acabei comprando o meu pirulito na tumultuada loja do BIG, após pedir o aparelho para a atendente, efetuar cadastro e registrar a comprar no terminal, ir até o caixa pagar, pegar o aparelho com o atendente número 1, ir ao balcão, retirar e carimbar a nota, mostrar o carimbo para o fiscal (pouca burocracia né?) e chegar em casa se passaram horas, e eu que não sou nada ansioso quase morri de dor estomacal naquela tarde de sábado.
E então se passaram duas semanas desde a aquisição, e o que eu posso dizer é que estou muito satisfeito. Utilizando a câmera, Bluetooth e o MP3 frequentemente tive que dar apenas três cargas na bateria, sinal que a mesma é de qualidade, assim como o aparelho tem se mostrado ser (meu antigo LG que não fazia nada além de efetuar/receber ligações e enviar/receber mensagens tinha duração da bateria de cerca de três dias).
De todas as funcionalidades que o aparelho dispõem, só não fiz questão de utilizar os online widgets, estes são widgets dispostos em menu que podem ser arrastados para uma das três telas principais e que dão acesso a redes sociais na Web, como Facebook, Flickr, Youtube, Picasa, Myspace entre outros. Para eu já me bastou como teste ter gasto R$4,50 para abrir a página do Google, agora imaginem o custo para assistir a um vídeo no Youtube.
Achei essa função dos Widgets bem interessante, dessa forma eu pude dispor um MP3 Player, Sintonizador de rádio e Caixa de entrada de SMS numa mesma tela, já em outra dispus Menu Claro (que vem por padrão e não aprendi a remover), despertador e bloco de anotações, na terceira, Menu de Jogos, Bluetooth e outras firulas.
Posso dizer que estou bem satisfeito com meu quase iPhone de pobre, Samsung Star, e que ele tem me atendido como esperado. Só me resta aprender a instalar aplicativos e jogos sem precisar utilizar WAP ou trocar o firmware, até porque não quero gastar R$20,00 para baixar e instalar uma aplicação de 20KB via WAP.
Depois desse tempo eu entro para o grupo de pessoas que dizem que o Star é o celular do futuro dos pobres, fracos e oprimidos pelo sistema (tá ligado mano?), pois ele traz inúmeras funcionalidades e um excelente hardware por um preço bem em conta. Aliás, já notei que esse celular virou tendência, o que dá de gurizada tirando fotos com ele nas festas não está no gibi.
E para evitar mimimis, deixo bem claro que este post não é um publieditorial nem qualquer coisa do gênero, eu o escrevi por vontade própria, pois adorei meu celular novo.
E eu ainda quero uma aplicação no Star pra eu tocar piano igual a do iPhone.
Posts recentes »