Publicidade
Venda bem estar associado a sua marca
11/01/10
De alguns anos para cá, temos visto um movimento global em favorecimento do bem estar pessoal e da valorização do ser humano. A publicidade tem seguido o mesmo caminho e grandes empresas já se adiantaram e hoje são sinônimos desse tipo de ‘venda’.
Por muito tempo vimos campanhas publicitárias com o foco principal estando na marca a ser divulgada, enfatizando somente a mesma e mostrando sua superioridade perante aos concorrentes, por vezes enfatizando os defeitos da marca concorrente.
No entanto, o foco global “mudou” dos lucros em massa para o bem estar, as campanhas evoluíram e hoje muitas delas vendem o bem estar associando a marca a isso. Isso gera um impacto no consumidor que se sente encorajado a consumir determinada marca, por acreditar que ela trará uma satisfação que não encontrou em qualquer outra.
Um exemplo prático dessas mudanças são as campanhas da Coca-Cola. Elas têm enfatizado a felicidade das pessoas, mostrando quão a vida pode ser bela se, elas beberem Coca-Cola. Veja uma das campanhas da mesma vinculada no ano passado.
Enquanto isso, a concorrência continua vendendo intrigas, você escolheria um produto em que a campanha veicula o questionamento até a traição? Pense a respeito!
Sua marca deve estar associada ao bem estar, lembre-se que o consumidor está em busca da satisfação pessoal, e muitas vezes conseguir isso depende somente da valorização da sua marca e desvalorização da concorrência, é necessário jogo de cintura e táticas bem mais eficientes que esta.
O consumidor está em busca de um produto que lhe ofereça alguma experiência satisfatória, neste âmbito tome como exemplo a Apple, que busca pela excelência de seus produtos nos mínimos detalhes e veicula em suas campanhas usuários Apple descolados, felizes e de bem com seus Mac’s, iPod’s e iPhone’s.
Por que você acha que vender mulheres gostosas em propaganda de cerveja funciona?
Lembre-se, a publicidade evoluiu a ponto de vender bem-estar associando a marca, você quer acompanhar a tendência e aumentar suas vendas ou ainda pretende gastar boa parte do seu orçamento publicitário falando mal da concorrência?
Moralização dos blogs é utopia desnecessária
09/12/09
Eu não poderia iniciar este post sem antes esclarecer que até algum tempo atrás eu era um xiita que considerava os blogs de bunda as maçãs podres da cesta, mas nada como olhar as coisas de um ângulo diferente para ver que essa linha de pensamento não passa de simples ignorância.
Essa visão vinha principalmente por considerar que este tipo de blog tornava todo o meio ruim para publicidade, fomentava a opinião de que blogs não passavam de diários de adolescentes na puberdade e se tornava um empecilho na tão esperada profissionalização e reconhecimento como nova mídia.

Blog
A alta oferta de mulheres qualquer coisa no mercado juntamente com a baixa do dólar fez com que muitos blogueiros que até então viviam apenas de seus lucros advindos do AdSense e outros meios de publicidade contextualizada (ou não) direcionassem boa parte dos seus posts as mulheres da feira, um meio fácil de tentar contornar a situação financeira desfavorável.
Deixando de lado os lucros com publicidade contextualizada (vide AdSense) que esse tipo de post pode trazer, a moral do blogueiro pode ser prejudicada no meio publicitário. Nem sempre U$50,00 num post sobre a última mulher da Playboy pode ser tão lucrativo quanto se pensa, anunciantes não buscam apenas pageviews ou unique visitors, a exigência é por conteúdo relevante e de qualidade.
E qual o segredo para o sucesso?
Publicidade em blogs ainda é algo novo, estamos recém começando a explorar (e ser explorados é claro) este meio, a falta de experiência nos faz perceber de forma errada certas coisas.
Tome como exemplo o meio televisivo, todas as emissoras vivem de sensacionalismo e corpos, no entanto elas não deixam de perder por causa disso e geralmente o que ocorre é o contrário. Talvez chegue o dia em que os blogs se igualem, o que eu sinceramente espero que não ocorra. Já que somos uma nova mídia, vamos fazer publicidade de modo diferente dos meios tradicionais.
No final das contas, tentar moralizar os blogs é uma utopia totalmente desnecessária, o meio publicitário tem começado a lançar suas teias nos nossos domínios, e não é porque alguns blogs vivem de mulheres qualquer coisa que deixaremos de ser um mercado atrativo.
Misturar conteúdo de qualidade com posts sobre mulheres qualquer coisa (vulgo posts Caça-Paraquedistas) seria a melhor maneira de manter a balança equilibrada.
No mais eu digo, se você é blogueiro e quiser publicar as fotos e/ou link da última mulher de feira, o faça a vontade e esqueça os xiitas que são contra. No entanto, não se esqueça que quando falamos de publicidade em blogs a conversa pode ser outra, e o anunciante pode estar mais interessado em anunciar em blogs que não vivem apenas de seios e bunda.
Criar mitos para gerar vendas funciona?
18/11/09
Eu sempre tive grande apreço pela Publicidade, principalmente depois que comecei a blogar e vi o quanto esses dois setores estão ligados atualmente. Cheguei até optar por seguir carreira no setor, mas minha vida tomou um rumo diferente, e isso não vem ao caso. Então vamos logo ao estudo do caso proposto.
O que me incomoda no setor, é quando usam da ferramenta para criar mitos para coisas banais, tentando passar a mensagem ao público alvo que realizar uma determinada ação da forma mais simples e usual é prejudicial, e que o produto anunciado é perfeito para a situação. Não entendeu? Ok, eu sei desenhar mesmo sendo loiro.
Inicialmente vamos fazer uma comparação básica, conto com a colaboração de todos tanto na votação quanto na contribuição desta discussão. No formulário abaixo, marque a opção que você considera ser a mais correta.
A resposta correta está mais abaixo, por enquanto vamos apenas dar continuidade ao raciocínio.
A questão acima foi feita com base na propaganda produzida para o produto Pato Pastilha Adesiva. Veja o comercial:
A propaganda em questão afirma que o ato de trocar a cestinha do vaso é uma ação que requer roupas especiais com proteção contra radioatividade, e que o meio mais simples e higiênico é utilizar o produto que está sendo anunciado. Mas paramos para analisar um detalhe: Geralmente, a alça das cestas tem como suporte de apoio a borda do vaso sanitário e, para realizar a troca da mesma você não precisa encostar-se a nenhuma parte interna do vaso, mas segundo o comercial este ato é totalmente anti higiênico e aterrorizador, algo como o fim dos tempos.
Já no produto anunciado, você não precisa encostar na alça da cesta muito menos na borda do vaso, mas precisa colocar sua mão dentro do vaso sanitário, fixar a pastilha na cerâmica e ainda retirar o papel de proteção da pastilha, e neste momento você com certeza irá encostar seus dedos na parte interna do vaso.
Bem mais higiênico encostar seus dedos onde os jatos de urina pegam diretamente (vamos fingir que homem SEMPRE acerta a pontaria por um instante) e as fezes caem durante o seu momento de louvor, do que encostar na borda do vaso e na alça da cesta não é mesmo?!
Eu como cliente dou preferência a produtos que em todos os ambitos estejam de acordo com a realidade, e isso é comum a todas as pessoas que conheço. Eu não irei comprar um produto porque no comercial do mesmo é anunciado que sem ele eu estarei colocando em risco a minha vida, sendo que realizar aquela ação pode ser feita sem medo.
Na publicidade o exagerado nunca é constante, as vezes pode ser bom e as vezes podem ser ruins, mas no meu ponto de vista o exagero utilizado no comercial acima foi péssimo. É sempre bom lembrar que exageros funcionam de maneira melhor com crianças do que com adultos.
Criar mitos para gerar vendas funciona?
Quanto ao questionamento mais acima, acertou quem respondeu que o banheiro é a parte da casa que geralmente é mais bem higienizado. Agora imaginem uma propaganda de um produto de limpeza para a cozinha nos mesmos moldes da pastilha pro vaso?!







