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Samsung Star é tendência de pobres, fracos e oprimidos pelo sistema
28/10/09
Ainda me lembro daquela noite que entrei no meu tubo para ver o vídeo que todos estavam comentando. O vídeo era nada mais nada menos que o fazendeiro mais famoso do mundo segurando um “pequeno” objeto retangular que estava sendo chamado de celular, ou melhor, a revolução entre os aparelhos celulares, já que o mesmo não contava com teclado e sim com uma tela sensível ao toque, naquele dia pudemos presenciar novamente a aparição de Deus na Terra.
Assim como os telespectadores do anúncio, eu também fiquei fascinado e comecei a babar querendo um para mim. Mas nós vivemos no subsolo do mundo e aqui as coisas só chegam quando o síndico decide vir esvaziar os contêineres que armazenam o lixo dos inquilinos dos andares superiores.
Eu aceitei o fato de que minha condição financeira não dava conta de comprar um via Mercado Livre importado ilegalmente, muito menos fazer isso por meios legais, e continuei utilizando meu Porrorola V3 que naquela época passava por uma crise emocional profunda, o mesmo tocava, vibrava, despertava e usava de todos os meios que ele tinha disponível para chamar a minha atenção a cada minuto, certa vez tentei até achar entre os menus onde eu entrava no Tamagoshi pra poder alimentá-lo e me ver livre daquele incomodo, infelizmente eu não obtive sucesso.
Desde então muito tempo se passou, vários iPhone-killers surgiram (principalmente aqueles de marcas duvidosas vindos do interior da China, que você identifica facilmente pela simples característica “Suporta uma eternidade de chips simultaneamente”) imitando todo tipo de função do Deus supremo, principalmente a tela touchscreen que se tornou sucesso absoluto, o design da carcaça e do sistema.

Samsung Star
E eis então que chegou a minha vez de adquirir um telefone do futuro que não tem teclas. Passei longos dias pesquisando qual se encaixaria melhor no meu bolso e acabei decidindo pelo Samsung Star, um aparelho voltado para as redes sociais (qualquer semelhança comigo é mera coincidência).
O aparelho conta com tudo que eu procurava, uma tela touchscreen (mesmo não sendo multitouch), MP3 Player, câmera fotográfica de 3.2 megapixels, EDGE, acelerômetro, Bluetooth e suporte a cartões de memória de até 8GB.
A saga para comprá-lo demandou mais paciência do que a da escolha do aparelho, primeiro porque a TIM não queria me aceitar como cliente pós, isso sem nenhum motivo aparente e sem me fornecer detalhes sobre essa negação (teria sido as infinitas reclamações contra a Claro na Anatel?), essa foi outra que não quis saber da minha pessoa como cliente pós, pois sabia que tinha se incomodado muito (e ainda tem) devido a maravilhosa internet 3G por eles oferecida da qual eu tive o desprazer de utilizar por vários meses. Já a Vivo eu nem cogito, pois não quero pagar um valor absurdo por um aparelho num plano pós e ter que pagar as tarifas mais altas do mercado tendo as piores promoções (porque pobre adora uma promoçã).
Como eu já havia assimilado que eu não sou um bom cliente, pois eu sou reclamação, insistente e chato, resolvi pegar o aparelho num plano pré-pago mesmo. Acabei comprando o meu pirulito na tumultuada loja do BIG, após pedir o aparelho para a atendente, efetuar cadastro e registrar a comprar no terminal, ir até o caixa pagar, pegar o aparelho com o atendente número 1, ir ao balcão, retirar e carimbar a nota, mostrar o carimbo para o fiscal (pouca burocracia né?) e chegar em casa se passaram horas, e eu que não sou nada ansioso quase morri de dor estomacal naquela tarde de sábado.
E então se passaram duas semanas desde a aquisição, e o que eu posso dizer é que estou muito satisfeito. Utilizando a câmera, Bluetooth e o MP3 frequentemente tive que dar apenas três cargas na bateria, sinal que a mesma é de qualidade, assim como o aparelho tem se mostrado ser (meu antigo LG que não fazia nada além de efetuar/receber ligações e enviar/receber mensagens tinha duração da bateria de cerca de três dias).
De todas as funcionalidades que o aparelho dispõem, só não fiz questão de utilizar os online widgets, estes são widgets dispostos em menu que podem ser arrastados para uma das três telas principais e que dão acesso a redes sociais na Web, como Facebook, Flickr, Youtube, Picasa, Myspace entre outros. Para eu já me bastou como teste ter gasto R$4,50 para abrir a página do Google, agora imaginem o custo para assistir a um vídeo no Youtube.
Achei essa função dos Widgets bem interessante, dessa forma eu pude dispor um MP3 Player, Sintonizador de rádio e Caixa de entrada de SMS numa mesma tela, já em outra dispus Menu Claro (que vem por padrão e não aprendi a remover), despertador e bloco de anotações, na terceira, Menu de Jogos, Bluetooth e outras firulas.
Posso dizer que estou bem satisfeito com meu quase iPhone de pobre, Samsung Star, e que ele tem me atendido como esperado. Só me resta aprender a instalar aplicativos e jogos sem precisar utilizar WAP ou trocar o firmware, até porque não quero gastar R$20,00 para baixar e instalar uma aplicação de 20KB via WAP.
Depois desse tempo eu entro para o grupo de pessoas que dizem que o Star é o celular do futuro dos pobres, fracos e oprimidos pelo sistema (tá ligado mano?), pois ele traz inúmeras funcionalidades e um excelente hardware por um preço bem em conta. Aliás, já notei que esse celular virou tendência, o que dá de gurizada tirando fotos com ele nas festas não está no gibi.
E para evitar mimimis, deixo bem claro que este post não é um publieditorial nem qualquer coisa do gênero, eu o escrevi por vontade própria, pois adorei meu celular novo.
E eu ainda quero uma aplicação no Star pra eu tocar piano igual a do iPhone.






