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	<title>Por Obséquio &#187; Cultura</title>
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		<title>Subjetividade relativa ou relativa subjetividade?!</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 13:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Artur Wint</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu estava pensando outro dia sobre o modo de pensar e agir das pessoas (como sempre), certo e errado e demais assuntos relacionados. Foi então que me veio à cabeça o óbvio, tudo é relativo, tudo é subjetivo; Até mesmo a relativa é subjetiva e a subjetividade é relativa, ao inverso contrário do oposto. Todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava pensando outro dia sobre o modo de pensar e agir das pessoas (como sempre), certo e errado e demais assuntos relacionados. Foi então que me veio à cabeça o óbvio, tudo é relativo, tudo é subjetivo; Até mesmo a relativa é subjetiva e a subjetividade é relativa, ao inverso contrário do oposto.</p>
<div id="attachment_276" class="wp-caption alignleft" style="width: 204px"><a href="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/06/subjetividade.jpg"><img class="size-medium wp-image-276 " title="subjetividade coletiva" src="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/06/subjetividade-194x300.jpg" alt="subjetividade coletiva" width="194" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Relativo nao é mesmo?</p></div>
<p>Todo valor imposto por alguém é totalmente relativo e subjetivo, nada pode ser afirmado como bom ou ruim porque o bom para um pode ser o ruim para outro. Isso me faz lembrar das afirmações de Nietzsche em ‘<em>Humano, demasiado humano</em>’, onde ele afirmava que conceitos não poderiam ser definidos como certo ou errado simplesmente pelo fato de estes conceitos advirem de pensamentos/idéias e não de algo cientificamente explicado e comprovado. Platão também dividiu do mesmo pensamento em ‘<em>A república</em>’, no entanto o modo como este colocou foi de forma mais subjetiva, ficou mais nas entrelinhas.</p>
<p>Os dois são relativos e subjetivos, podem fazer sentido para mim, porém pode não fazer sentido para você. Ai é que esta a graça da relatividade e da subjetividade, podemos ser drasticamente diferentes, no entanto nunca podemos ser iguais, mesmo subjetivamente, e isso também é relativo.</p>
<p>Com isso eu me pego novamente pensando, como seria o mundo caso não houvesse subjetividade? Estaríamos fadados a uma linha de pensamento/raciocínio padrão?! Seríamos sempre o mesmo default e isso impediria drasticamente no modo evolutivo pessoal e do grupo?! Creio eu que certamente, porém isso também é subjetivo, pois é baseado em idéias.</p>
<p>Existe um pensamento que diz, ‘tudo é relativo’. Creio eu que nele também poderia ser adicionado o seguinte trecho, ‘tudo é subjetivo’. Ou estaria eu errado? Relativo e subjetivo não é mesmo?!</p>
<p>A subjetividade é relativa, a relativa é subjetiva, ao inverso contrário do oposto.</p>
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		<title>Representantes sindicais e o poder opressor</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 19:33:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Artur Wint</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[De uma forma bem simples, os sindicatos são entidades com o intuito de representar determinado grupo de pessoas, são eleitos por esse determinado grupo e servem para defender os interesses do grupo. Usado principalmente como força política e de mobilização, os sindicatos nunca serviram fielmente aos interesses do grupo ao qual representam (altruísmo só existe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">De uma forma bem simples, os sindicatos são entidades com o intuito de representar determinado grupo de pessoas, são eleitos por esse determinado grupo e servem para defender os interesses do grupo. Usado principalmente como força política e de mobilização, os sindicatos nunca serviram fielmente aos interesses do grupo ao qual representam (altruísmo só existe utopicamente, fato). Em determinações políticas podemos os enquadrar como de esquerda, muito embora seus representantes possam atuar como membros de direita na política da sociedade em que estão inseridos defendendo os interesses de direita (isso em uma camada de identidade diferente da usada como representante sindical).</p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p><a href="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/04/sindicato.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-324" title="sindicato" src="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/04/sindicato-300x239.jpg" alt="sindicato" width="300" height="239" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Para dar mais clareza, exemplificarei com um exemplo que passei há alguns dias: Trabalho em uma indústria metalúrgica na cidade onde resido. Por se tratar de uma empresa de grande porte os funcionários tem direito a PPLR (Programa de Participação de Lucros e Resultados), benefício esse que teve seu pagamento adiado devido a ajustes internos da empresa. Para o referido pagamento houve um acordo entre o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade juntamente com a empresa, firmando percentuais e datas. Ao passo que o sindicato soube do atraso no pagamento, o mesmo mobilizou representantes no dia seguinte e impediu a entrada dos funcionários na empresa por uma hora. Chegamos ai o ponto que desejo discorrer a respeito.</p>
<h2>O Sindicato como entidade representante e opressora</h2>
<p>Todos temos conhecimento do poder de mobilização e político de um sindicato e sabemos o quão eles podem ser &#8220;inconvenientes&#8221; para empresários. No entanto os sindicatos e seu poder de mobilização foram os grandes responsáveis pelas conquistas dos direitos trabalhistas que usufruímos hoje, fato esse que não pode ser negado.</p>
<p>Na manifestação que comentei no início do post, o sindicato compareceu na frente da empresa para reivindicar o direito dos colaboradores a receberem seus valores referentes ao PPLR. Nada mais justo, se é um direito, temos que reivindicar o recebimento do mesmo; nesse momento o sindicato mostrou sua face como representante de uma classe. No entanto o mesmo sindicato impediu a entrada dos colaboradores nas instalações da empresa durante a manifestação, revogando o direito de ir e vir e de exercer suas funções a quem quisesse a exercer, mostrando nesse momento seu lado opressor. Com isso, vemos que com o poder adquirido o sindicato tornou-se ao mesmo tempo um bem-feitor e um opressor aos seus afiliados.</p>
<blockquote><p>Todo cidadão indistintamente tem direito à sua liberdade, ao direito de ir e vir, só podendo ter a sua liberdade cerceada, em decorrência de prisão em flagrante delito ou por mandado judicial, devidamente fundamentada por autoridade judiciária competente.</p></blockquote>
<p>Nessas horas eu me questiono, como uma entidade pode exigir comprometimento de outra determinada entidade se ela não respeita as leis estabelecidas na Constituição de 1988?? No que tange manifestações e greves, ninguém tem a obrigação de permanecer no local e ninguém pode exigir o mesmo de outrem.</p>
<h2>Efeito Lula</h2>
<p style="text-align: left;">Como sabemos, o atual Presidente da República foi representante sindical com grande clamor popular no passado, fato este que o levou a seguir na carreira política. Lula teve participação direta na luta pelos direitos dos trabalhadores.</p>
<p>Por causa da sua grande popularidade e direitos aos quais ele ajudou a conquistar, hoje em dia &#8216;temos&#8217; uma padronização na maneira de agir e falar quando representando um sindicato. Na manifestação que ocorreu na frente da empresa, pude perceber isso da forma mais clara possível, o uso da palavra &#8216;companhero&#8217; (no singular e mal pronunciada) era demasiado amplo, em uma frase de 20 palavras ela era empregada pelo menos 26 vezes e com grande clamor na tonalidade vocal, juntamente com outros grandes erros que fariam Camões gritar em seu túmulo.</p>
<p>E o porquê de tudo isso? É de conhecimento coletivo que minorias e características de classes menos providas tendem a serem mais aceitas em âmbito igual em nível de sociedade e, mobilizam mais do que quando usada características lingüísticas de classes sociais diferentes a dos interlocutores. Mas para o meu ponto de vista, ainda assim é um circo de horrores ter que escutar tamanhos erros.</p>
<p style="text-align: left;">Gosto da afirmação de um amigo: &#8220;Toda reivindicação é válida. Toda luta por direitos deve ser apoiada, mas o direito do cidadão deve ser respeitado&#8221;. Sendo assim, deixo aberto o questionamento: O quanto devemos nos submeter e ceder o nosso poder de escolha e direitos a um sindicato?</p>
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		<title>A marginalização do Preconceito hoje no BBB10</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 01:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Artur Wint</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na sua forma mais básica, o Preconceito é um desconhecimento usualmente pejorativo de algo ou alguém, como os costumes de uma determinada região ou referente a um determinado grupo de indivíduos conforme a sua classificação (minha opinião quanto a classificação dos seres humanos). Mas como podemos classificar quando algo é ou não é preconceituoso (pejorativo)? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sua forma mais básica, o <strong>Preconceito</strong> é um desconhecimento usualmente pejorativo de algo ou alguém, como os costumes de uma determinada região ou referente a um determinado grupo de indivíduos conforme a sua classificação (<a title="Por Obséquio - Sociedade classificatória é sociedade discriminatória" href="http://porobsequio.com/educacao/sociedade-classificatoria-e-sociedade-discriminatoria-2/" target="_self">minha opinião quanto a classificação dos seres humanos</a>).</p>
<p>Mas como podemos classificar quando algo é ou não é preconceituoso (pejorativo)? Existem circunstâncias as quais podemos dizer &#8220;essa foi uma atitude preconceituosa&#8221;? Na minha singela opinião existe sim, mas existe um pequeno detalhe que deve ser levado em conta no meio de toda essa discussão: a <strong>comunicação</strong>.</p>
<p>Se não me falha a memória, foi no terceiro ano do Ensino Médio, durante uma das aulas de Psicologia o professor nos indagou o seguinte: &#8220;Se um branco se aproximar de um negro e disser o seguinte: &#8211; E ai preto, tudo bem?&#8221; é uma atitude preconceituosa?</p>
<p>Ganhou uma bala quem disser que a turma inteira respondeu que sim, então ele novamente nos questionou: &#8220;E se um negro chegar para outro negro e disser: &#8211; E ai preto, tudo bem?&#8221; é uma atitude preconceituosa?</p>
<p>Agora não vale mais bala, mas acertou quem disser que ficamos sem resposta. Agora voltando para 2010 durante as minhas aulas de Antropologia e Psicossociologia; tivemos a mesma discussão e uma pergunta semelhante nos foi indagada, mas dessa vez citando o participante do <strong>BBB10, Marcelo Dourado</strong> e as atitudes (ditas) preconceituosas dele.</p>
<p><a href="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/03/marcelo-dourado-vencedor-do-bbb10.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-318" title="marcelo dourado" src="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/03/marcelo-dourado-vencedor-do-bbb10-300x225.jpg" alt="marcelo dourado" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Você, meu caro leitor, considera o participante do BBB10 Marcelo Dourado homofóbico? Continue lendo e vamos analisar alguns pontos, a resposta ao questionamento anterior você responde após ler todo o post, ok?!</p>
<p>O que difere se uma situação é preconceituosa ou não são os membros aos quais a ou as atitudes envolvem e a comunicação entre os indivíduos.</p>
<p>Como todos sabem a televisão pode distorcer muitas coisas, e o pensamento coletivo pode de igual maneira; se duas cenas aparecerem em que o <strong>Dourado</strong> usa o termo &#8216;bixa&#8217; ou qualquer outro termo pejorativo quando se refere a um dos homossexuais do programa, já se arma um circo na sociedade taxando o referido como ser <strong>homofóbico</strong>. O que temos nessa situação? Um meio de manipulação em massa (que pode ou não estar) distorcendo fatos e uma sociedade cega faminta por desavenças dando continuidade e aumentando essa distorção.</p>
<p>Por que então não consideramos o <strong>Dicésar</strong> e o <strong>Serginho</strong> homofóbicos? Se eles mesmos tendem a se chamar dessa maneira? &#8220;Como poderia existir homossexuais homofóbicos?&#8221; você me perguntaria, eu digo que existe uma piada ácida a respeito, mas infelizmente não posso veiculá-la aqui. Também concordo que não existem homossexuais homofóbicos (piada pronta do existencialismo?), mas temos de analisar a maneira como a mensagem foi transmitida, este é o ponto fundamental na classificação de uma atitude preconceituosa ou não.</p>
<p>É de conhecimento comum a fama que muitos lutadores carregam consigo, mas temos de concordar que este estereótipo é a marginalização dessa classe de profissionais, que assim como qualquer outra classe, tem seus maus membros e devemos ter o discernimento de não julgar todos apenas pelo comportamento de alguns.</p>
<p>Com tudo isso que escrevi não quero dizer que não existe homofobia, apenas que temos ter discernimento o suficiente para analisar até onde estão tentando forjar algo, ou até onde uma situação é realmente verídica, e lembrem-se crianças: saber analisar a comunicação envolvida em um determinado evento é o ponto fundamental para saber diferenciar quando alguma atitude é ou não é preconceituosa.</p>
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		<title>Sociedade classificatória é sociedade discriminatória</title>
		<link>http://porobsequio.com/cultura/sociedade-classificatoria-e-sociedade-discriminatoria-2</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 20:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Artur Wint</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[O meio mais prático encontrado para organizar a sociedade foi classificar os indivíduos em grupos, classificá-los conforme sua cor, religião, opção sexual, nível de instrução escolar, nível salarial entre outros. No entanto, tais classificações passaram a ter caráter discriminativo por boa parte dos membros que compõem a sociedade. Por meios práticos podemos ver como a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meio mais prático encontrado para organizar a sociedade foi classificar os indivíduos em grupos, classificá-los conforme sua cor, religião, opção sexual, nível de instrução escolar, nível salarial entre outros. No entanto, tais classificações passaram a ter caráter discriminativo por boa parte dos membros que compõem a sociedade.</p>
<p><a href="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/03/sociedade.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-316" title="sociedade" src="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/03/sociedade-300x213.jpg" alt="sociedade" width="300" height="213" /></a></p>
<p>Por meios práticos podemos ver como a sociedade discrimina cada indivíduo pela sua classificação.</p>
<p>A inclusão das Cotas no Ensino Superior foi um meio encontrado para inserir mais pessoas negras e pardas nas Faculdades e Universidades, no entanto, tal método serviu também como incentivo a discriminação, pois separa o indivíduo dos demais apenas por ele apresentar mais melanina em sua pele e passa o sentimento de ‘incapaz’ ao indivíduo que recebe tal auxílio.</p>
<p>Sou defensor de Cotas em Faculdades e Universidades, no entanto para pessoas de baixa renda, independente da cor, pois assim temos um método discriminativo de menor impacto e percepção se comparado ao apresentado no modelo de Cotas atual.</p>
<p>A discriminação praticada contra homossexuais está no método como essas pessoas são categorizadas e a intolerância praticada em todos os âmbitos. Ir para cama com homem ou com mulher não faz diferença no caráter de uma pessoa nem a condena a ser melhor ou pior que qualquer outro indivíduo.</p>
<p>Somos todos seres humanos com direitos e deveres iguais, e se temos direitos iguais, qual o motivo que inviabializa um casal de lésbicas (ou gays) de adotarem uma criança? O que inviabiliza o casamento? A liberdade? Gays, lésbicas e transexuais existem em todo parte e já se tornou uma rotina na vida de cada um conviver com essas pessoas, por que ainda promover a intolerância e a chacota?</p>
<p>O fator principal que envolve os fatos mencionados acima é a educação, uma sociedade sem educação é uma sociedade violenta, pobre de recursos financeiros e culturais, onde cada indivíduo tenta manter-se acima dos demais e empurrar os que estão abaixo, ainda mais para baixo. Uma sociedade sem educação é corrupta e rema contra a maré do desenvolvimento.</p>
<p>Promover a educação igualitária é o único meio de aproximar os indivíduos e diminuir todo e qualquer tipo de discriminação, de classificação.</p>
<p>Para evoluirmos para uma sociedade onde a convivência seja melhor, devemos passar a nos enxergar como seres humanos e não como indivíduos separados em grupos de modo discriminativos. Deixamos classificações apenas para estatísticas.</p>
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		<title>Ligue para o SBT e ganhe um carro e cinco mil reais</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 22:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Artur Wint</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#60;ironia&#62;Durante muito tempo fiquei sentado no sofá da sala intercalando entre Domingão do Faustão e Domingo Legal esperando que a sorte grande viesse bater a minha porta, e que ela visse me entregar algum prêmio valioso sem que eu fizesse o menor esforço. E finalmente o meu dia chegou. Não que um Vectra 0 km [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&lt;ironia&gt;</strong>Durante muito tempo fiquei sentado no sofá da sala intercalando entre <em>Domingão do Faustão</em> e <em>Domingo Legal</em> esperando que a sorte grande viesse bater a minha porta, e que ela visse me entregar algum prêmio valioso sem que eu fizesse o menor esforço. E finalmente o meu dia chegou.</p>
<p><a href="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/01/celso-portiolli.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-304" title="celso-portiolli" src="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2010/01/celso-portiolli-300x240.jpg" alt="Celso Portiolli" width="300" height="240" /></a>Não que um Vectra 0 km seja lá um grande prêmio, assim como qualquer outro automóvel ele me levaria a qualquer lugar que eu fosse, mas ainda assim não é um Hyundai I30, Ferrari, Mustang e tantos outros que meu consumismo deseja possuir.</p>
<p>Somando-se ao carro, cinco mil reais hoje em dia não servem nem pra dar de gorjeta no bar do seu Zé depois do martelinho de pinga, muito menos para dar de entrada a minha cobertura de 400m² que pretendo adquirir em breve.</p>
<p>Mas tudo bem se é <strong>SÓ</strong> isso que o <strong>Domingo Legal</strong> e o <strong>Celso Portiolli</strong> têm a me oferecer, eu aceito. Pelo menos não fico 10 anos da minha vida dizendo que tenho um carro que é meu e do <strong>Silvio Santos</strong>, e ainda fico com cinco mil de troco pra comprar em bala e chicle.</p>
<p>Ficou interessado que eu sei né, pobre adora qualquer coisa que venha acompanhado das palavras <strong>GRÁTIS</strong>, <strong>GRATUÍTO</strong> ou qualquer outra que traga o mesmo sentido. Mas <em>sorry honey</em>, dessa vez é apenas para aparelhos selecionados a dedo pelo próprio <strong>Celso Portiolli</strong>. Vejam o SMS que recebi nesta manhã:</p>
<blockquote><p>&#8220;(SBT) 28 anos de Domingo legal (Celso Potiolli) infor: seu aparelho foi premiado (c) 1 automovel vectra e mais 5 mil Reais infor: ligue,gratis do seu te,fix=Par(0318(592*****7&#8243;</p></blockquote>
<p>Alguns números foram trocados por asteriscos para que espertinhos não tentem roubar meus prêmios.</p>
<p>Celso querido, deixa o titio explicar uma coisinha bem simples: ESCREVA CORRETAMENTE E PASSE A INFORMAÇÃO CORRETA, veja como é bonito:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;SBT &#8211; 28 anos de Domingo Legal, Celso Portiolli informa: Seu aparelho foi premiado com 1 automóvel Vectra e mais R$5000,00. Para maiores informações ligue: 0 31 85 92**-***7&#8243;</p>
</blockquote>
<p>Viu que bonito que ficou titio Celso? Pois é, primeiro porque os nomes próprios estão escritos com iniciais em maiúsculo, segundo que nenhuma palavra foi abreviada de qualquer maneira e terceiro que o DDD 85 é de algumas cidades do Ceará e pelo que eu sei, a Oi não anda oferecendo interurbano para o Ceará de graça.<strong>&lt;/ironia&gt;</strong></p>
<p>Receber esse tipo de mensagem nem é o pior, o pior nesse caso é saber que num país tão vasto quanto o Brasil existe gente tão ignorante (muitas vezes por opção própria) que vai atrás de coisas tão absurdas e acabam caindo em golpes tão mal feitos.</p>
<p>Segundo o SBT: Mandei um e-mail para a produção do Domingo Legal, até então não se manifestaram a respeito.</p>
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</div>
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		<title>Eu não sirvo para fazer isso</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 00:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Artur Wint</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[No livro A República Platão discuti a criação de um modelo de sociedade ideal, onde cada indivíduo pertencente a esta sociedade executasse apenas um ofício, e que este fosse o que lhe trouxesse mais prazer e o que ele melhor realizasse. O modelo baseava-se basicamente da seguinte forma: O médico apenas clinicaria, o professor apenas educaria, o escritor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>No livro <em>A República</em> Platão discuti a criação de um modelo de  sociedade ideal, onde cada indivíduo pertencente a esta sociedade executasse  apenas um ofício, e que este fosse o que lhe trouxesse mais prazer e o  que ele melhor realizasse.</p>
<p>O modelo baseava-se basicamente da seguinte forma: O médico apenas  clinicaria, o professor apenas educaria, o escritor apenas escreveria, o  comerciante apenas venderia, o pintor apenas pintaria, o estudante apenas  estudaria e assim por diante pois essas eram as atividades que lhes  proporcionavam mais prazer e a que eles melhor sabiam fazer.</p>
<p>Como modelo funciona muito bem obrigado, já na prática a coisa se torna um  tanto quanto diferente. Primeiro porque muitos dos indivíduos pertencentes a  sociedade não realizam profissionalmente a atividade que lhes traz mais prazer,  segundo porque em muitos casos esses indivíduos não realizam a atividade de  maneira satisfatório por não serem capazes, ou simplesmente por não estarem  interessados, e terceiro, porque é impossível que cada indivíduo realize apenas  uma determinada tarefa.</p>
<p>O terceiro <em>elemento</em> apontado acima é ponto crucial de toda essa  cadeia. Se na prática o modelo funcionasse da maneira como foi proposto,  estariam erradicados elementos básicos para a sobrevivência do ser humano, como  o individualismo, pois a todo momento necessitaríamos que um segundo  indivíduo realizasse determinada tarefa para darmos continuidade as nossas  próprias tarefas, estaríamos fadados a dependência alheia.</p>
<p>Parece ruim não é mesmo? Mas se pararmos para analisar, o modelo acima é sim  aplicado na sociedade atual, mas não de forma tão <em>radical</em>. Hoje em dia  existem poucas coisas que podemos realizar sem a dependência de um segundo  indivíduo nos auxiliando de alguma maneira, mas não deixamos de realizar tarefas  individualmente mesmo com o auxílio de outrem;</p>
<p><a href="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2009/11/super_mario_bros.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-308" title="super_mario_bros" src="http://porobsequio.com/wp-content/uploads/2009/11/super_mario_bros-274x300.jpg" alt="Mario Brios" width="274" height="300" /></a></p>
<p>Digo isso porque na noite de ontem eu tive que limpar a caixa de gordura do  apartamento, pois a possibilidade que levantamos quando vimos que a água da pia  parou de descer era que o acumulo de dejetos de comida tinha entupido a saída.  Após verificar que mesmo a caixa estando limpa a água continuava parada eu vesti  meu macacão vermelho e tentei dar uma de Mario Bros.</p>
<p>Resultado? A cozinha e a lavanderia cheias de sujeira de esgoto, eu exausto,  faxina em plena segunda-feira as 23 horas, o apartamento inteiro fedendo e a pia  ainda entupida.</p>
<p>Eu não sirvo para isso, eu me preparei e continuo me preparando para  trabalhar como Desenhista, utilizar ferramentas de CAD e projetar móveis. Além de  não ter o preparo para realizar um desentupimento de encanamento eu não tenho as  ferramentas necessárias para tal atividade. Seria melhor se eu tivesse seguido o  modelo sugerido por Platão? Claro, mas é humanamente impossível querer que isso  aconteça sempre e querer impedir as pessoas de tentar.</p>
<p>O ser humano odeia ser totalmente dependente de um segundo indivíduo  - visto que a dependência passa a impressão de  vulnerabilidade - e mesmo vivendo numa sociedade colaborativa  somos individualistas, e tal <em>sentimento</em> é essencial para a nossa sobrevivência.</p>
<p>Nós gostamos de ser desafiados e tentamos resolver por conta própria  coisas que não fazemos ideia de como funcionam. Somos seres curiosos  por natureza, talvez por esse motivo tenhamos chegado ao nível de instrução e  evolução ao qual chegamos e ao qual continuamos a seguir.</p>
<p>Na teoria o modelo é bonito e parece funcionar muito bem, mas se ele tivesse  sido adotado na sociedade, já teríamos deixado de existir a muito, seríamos  apenas rastros no deserto apagados pelo vento.</p>
<p>Não obstante, a sociedade precisa continuar  sendo colaborativa para continuar existindo e evoluindo, bem como  precisa continuar sendo individualista, sem esses dois <em>elementos</em> não  conseguimos continuar.</p>
<p>A vida é um paradoxo.</p>
<p><em>PS: Eu nunca mais irei vestir o macacão vermelho, nem que para isso eu  tenha que trocar favores sexuais por dinheiro para pagar um Mario Bros  genuíno.</em></p>
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