As circunstâncias fazem um homem
01/02/10
Desde antes do término do Ensino Médio eu sempre tive em mente que não levaria muito tempo para eu sair de casa, desde aquela época (por volta de 2003-2004) eu me imaginava morando e estudando em Porto Alegre. Ao final do 3º ano eu já havia assimilado três princípios básicos a respeito: 1 – Eu não tinha certeza se Música era o que eu realmente gostaria de cursar; 2 – Meus pais não teriam condições de me manter em Porto Alegre enquanto eu apenas estudava e 3 – Eu não estava preparado para passar no vestibular de uma Universidade Federal.
Na minha concepção da época, o principio número 2 era o maior motivo que ainda me segurava em Venâncio, ainda que na visão de hoje, o terceiro principio seria o grande fator para não me levar a capital. Contudo, os anos passam e as circunstancias fazem um homem.
Passei um ano em banho maria, apenas trabalhando como recepcionista de vídeo locadora e ganhando salário de estagiário, o qual eu gastava em bebidas, telefone, compras e um curso que fiz por insistência dos meus pais, nada de muito construtivo para a vida de uma pessoa, excluindo em partes o curso.
Como nunca foi do meu agrado ficar sem ter muito o que fazer, decidi prestar vestibular no final do ano, já sem a ilusão de Porto Alegre na cabeça, prestei para Engenharia da Computação na Univates, faculdade que fica em Lajeado, a 25km de Venâncio. Acabei passando em 9° lugar e naquele momento, era aquilo que eu queria. Já empregado como Projetista de Móveis em uma grande Moveleira da minha cidade, eu lutava para pagar 2 cadeiras (matérias) e manter meu consumismo e as bebedeiras.
Logo no primeiro semestre o primeiro balanço na corda, a oportunidade de um emprego em uma estação de sky dos EUA me fez pensar no que eu deveria fazer da vida, acabei decidindo continuar cursando e musicando, coisas que não levaram muito tempo para sair dos meus planos. No segundo semestre novamente a oportunidade de sair do pais me surgiu, e eu levei esta com mais fé e cheguei a ir mais longe, devido a isso abandonei a faculdade tendo cursado apenas 2 semestres e concluído apenas quatro cadeiras (matérias).
O ano de 2008 foi de preparação para a saída do Brasil, consulta de preços e preparações de documentos, tudo feito com calma e tranquilidade. Porém, a vida para eu sempre foi tão inconstante que eu nunca pude afirmar com certeza se eu realmente levaria aquilo até o fim, e eu não levei. Devido a questões “inerentes” a mim, eu acabei desistindo de ir.
Passados alguns meses eu decidi que estava na hora de eu retornar aos estudos, já estava me sentindo agoniado em chegar todo dia em casa e não ter para onde ir e sem ter algo de construtivo para fazer. Como eu havia me envolvido muito com blogs e mídias sociais durante 2008, decidi cursar Publicidade, cheguei até a fazer minha matrícula, mas não paguei a primeira parcela porque novamente a inconstância da minha vida havia me levado para outros rumos.
Entre o processo de ‘ajuste interno de matrícula’ e o pagamento da primeira parcela do semestre, minha mente transitou por inúmeros lugares e teve inúmeras ideias, e dessa vez, eu posso afirmar que não houve inconstância e eu finalmente tomei uma atitude que me levou até o fim, eu fui homem o suficiente para assumir as responsabilidades.
Passei dias enviando currículos para empresas de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e região, e após algum tempo de procura eu tive um retorno e finalmente cheguei ao final do meu objetivo principal, subir a serra. No qual, não posso chamar de fim, porque onde o mesmo termina, ele já recomeça de outra maneira.
O que eu posso dizer hoje é que as circunstancias fazem um homem. Hoje eu realmente me vejo como um homem, um homem que é auto suficiente financeiramente, que paga aluguel, luz, internet, comida, roupas e ainda tem dinheiro para sair, muito diferente daquele piá de merda que não sabia o que queria da vida a alguns meses atrás, que a todo mês mudava inúmeras vezes de ideia e não tinha um objetivo certo para si.
Nesses cerca de doze meses que estou em Caxias eu me encontrei, agora sou o Henrique que eu buscava, sem máscaras ou medos. Estou vivendo algo que eu sempre quis, e o que antes era incerto clareou, e eu pude ver que é realmente isso que sou e que quero para mim.
Sinto muitas saudades das grandes pessoas que deixei pra trás, e que vejo que pouco a pouco vou as deixando, tanto pela distância quanto pelos assuntos, que querendo eu ou não, acabam mudando, ainda assim, continuo as amando como antes, familiares e amigos. Foram e são pessoas muito importantes para mim, mas pessoas vem e vão, e acabamos suprindo-as com outras.
Os amigos que conquistei aqui, são os melhores possíveis, melhores do que um dia eu esperei ou imaginei. E os finais de semana têm se tornado cada vez melhores, não há mais bebedeiras e gente caindo pelos cantos e rindo uns dos outros (isso era algo que eu amava, me divertia muito, mas já não mais o que eu necessito – não que eu não tenha feito isto aqui, no entanto, o fiz enquanto sozinho), mas sim uma cumplicidade e uma paixão pela amizade que temos uns pelos outros. Isso tem me tornado mais feliz, e uma pessoa melhor.
Independência requer responsabilidade, e responsabilidade se conquista com independência.
“A vida é linda, a Bahia é linda, e tu ai passando frio?!” – Mariana
A relação entre blogs caça-paraquedistas, o sucesso e o preconceito.
31/01/10
Como eu gosto de botar lenha na fogueira, resolvi dar minha opinião sobre os famosos blogs caça-para-quedistas, também conhecidos por made for adsense.
Existem muitas coisas que são definidas com base na opinião pessoal de cada um. Essas opiniões são usadas para persuadir os demais e tentar então criar uma opinião comum em um meio, dá-se então a padronização das ideias e opiniões.
O sucesso…
Em algum momento da história da blogosfera, alguém deve ter surgido com um blog que entregava as pessoas o que elas queriam, esse blog certamente supria as necessidades do povão de maneira satisfatória por meio de conteúdo com intelecto relativamente baixo quando comparado com os demais blogs, e talvez, até tinha um bom retorno financeiro. Em outro momento, alguém com influência o suficiente deve ter sugerido que esse tipo de conteúdo não fazia bem aos blogs e que ele deveria ser evitado, surgindo então o preconceito contra os blogs caça-para-quedistas. Até o termo caça-para-quedista é um tanto pejorativo.
Você já deve ter ouvido a famosa frase, “Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai a montanha”. E é justamente isso que a maioria dos blogs caça-para-quedistas fazem, entregar ao usuário final algo que lhes agrade e que não lhes façam pensar em demasia para interpretar uma simples linha de pensamento; e que tenha grande chance de ser convertido em alguns lulinhas.
Mas o que os blogs caça-para-quedistas têm de tão especial? Digo eu que nada além de pessoas que são boas no que fazem, estudam e se especializam nesse nicho e alcançam o sucesso com certa rapidez. Neste ponto não levo em conta as inúmeras variações de sucesso, apenas lucros com monetização.
Quanto as variações de sucesso, cada blogueiro tem seu método para chegar a ele, sucesso esse que ele mesmo definiu. Muitas vezes ser reconhecido na rua por ter postado algo que acabou com algum problema no seu bairro/cidade/estado pode ser melhor que U$3.000 mensais na sua conta bancária por postar fotos e joguinhos.
O preconceito…
Esse preconceito é de certa forma contraditório, pois se você tem um blog que usa algum programa de monetização, você espera que existam os para-quedistas que de alguma forma lhe tragam algum lucro, e também sabe que usuários fidelizados raramente lhes rendem algum.
Entra aí então a questão da relevância, esse tipo de blog é ou não é relevante? Na minha singela opinião varia de acordo com o usuário, para eu, saber qual é a última mulher da feira não é tão relevante quanto as denúncias dos roubos milionários cometidos pelos nossos representantes políticos.
No final das contas, somos farinha do mesmo saco…
Na próxima vez que for fazer um comentário falando mal sobre os blogs caça-para-quedistas, observe seu blog e veja a quantidade de programas de monetização, se você usa, é porque também é um caça-para-quedista, de uma forma ou de outra.
Apontar os erros e defeitos alheios é muito mais fácil do que olhar o próprio umbigo…
Ligue para o SBT e ganhe um carro e cinco mil reais
21/01/10
<ironia>Durante muito tempo fiquei sentado no sofá da sala intercalando entre Domingão do Faustão e Domingo Legal esperando que a sorte grande viesse bater a minha porta, e que ela visse me entregar algum prêmio valioso sem que eu fizesse o menor esforço. E finalmente o meu dia chegou.
Não que um Vectra 0 km seja lá um grande prêmio, assim como qualquer outro automóvel ele me levaria a qualquer lugar que eu fosse, mas ainda assim não é um Hyundai I30, Ferrari, Mustang e tantos outros que meu consumismo deseja possuir.
Somando-se ao carro, cinco mil reais hoje em dia não servem nem pra dar de gorjeta no bar do seu Zé depois do martelinho de pinga, muito menos para dar de entrada a minha cobertura de 400m² que pretendo adquirir em breve.
Mas tudo bem se é SÓ isso que o Domingo Legal e o Celso Portiolli têm a me oferecer, eu aceito. Pelo menos não fico 10 anos da minha vida dizendo que tenho um carro que é meu e do Silvio Santos, e ainda fico com cinco mil de troco pra comprar em bala e chicle.
Ficou interessado que eu sei né, pobre adora qualquer coisa que venha acompanhado das palavras GRÁTIS, GRATUÍTO ou qualquer outra que traga o mesmo sentido. Mas sorry honey, dessa vez é apenas para aparelhos selecionados a dedo pelo próprio Celso Portiolli. Vejam o SMS que recebi nesta manhã:
“(SBT) 28 anos de Domingo legal (Celso Potiolli) infor: seu aparelho foi premiado (c) 1 automovel vectra e mais 5 mil Reais infor: ligue,gratis do seu te,fix=Par(0318(592*****7″
Alguns números foram trocados por asteriscos para que espertinhos não tentem roubar meus prêmios.
Celso querido, deixa o titio explicar uma coisinha bem simples: ESCREVA CORRETAMENTE E PASSE A INFORMAÇÃO CORRETA, veja como é bonito:
“SBT – 28 anos de Domingo Legal, Celso Portiolli informa: Seu aparelho foi premiado com 1 automóvel Vectra e mais R$5000,00. Para maiores informações ligue: 0 31 85 92**-***7″
Viu que bonito que ficou titio Celso? Pois é, primeiro porque os nomes próprios estão escritos com iniciais em maiúsculo, segundo que nenhuma palavra foi abreviada de qualquer maneira e terceiro que o DDD 85 é de algumas cidades do Ceará e pelo que eu sei, a Oi não anda oferecendo interurbano para o Ceará de graça.</ironia>
Receber esse tipo de mensagem nem é o pior, o pior nesse caso é saber que num país tão vasto quanto o Brasil existe gente tão ignorante (muitas vezes por opção própria) que vai atrás de coisas tão absurdas e acabam caindo em golpes tão mal feitos.
Segundo o SBT: Mandei um e-mail para a produção do Domingo Legal, até então não se manifestaram a respeito.
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Venda bem estar associado a sua marca
11/01/10
De alguns anos para cá, temos visto um movimento global em favorecimento do bem estar pessoal e da valorização do ser humano. A publicidade tem seguido o mesmo caminho e grandes empresas já se adiantaram e hoje são sinônimos desse tipo de ‘venda’.
Por muito tempo vimos campanhas publicitárias com o foco principal estando na marca a ser divulgada, enfatizando somente a mesma e mostrando sua superioridade perante aos concorrentes, por vezes enfatizando os defeitos da marca concorrente.
No entanto, o foco global “mudou” dos lucros em massa para o bem estar, as campanhas evoluíram e hoje muitas delas vendem o bem estar associando a marca a isso. Isso gera um impacto no consumidor que se sente encorajado a consumir determinada marca, por acreditar que ela trará uma satisfação que não encontrou em qualquer outra.
Um exemplo prático dessas mudanças são as campanhas da Coca-Cola. Elas têm enfatizado a felicidade das pessoas, mostrando quão a vida pode ser bela se, elas beberem Coca-Cola. Veja uma das campanhas da mesma vinculada no ano passado.
Enquanto isso, a concorrência continua vendendo intrigas, você escolheria um produto em que a campanha veicula o questionamento até a traição? Pense a respeito!
Sua marca deve estar associada ao bem estar, lembre-se que o consumidor está em busca da satisfação pessoal, e muitas vezes conseguir isso depende somente da valorização da sua marca e desvalorização da concorrência, é necessário jogo de cintura e táticas bem mais eficientes que esta.
O consumidor está em busca de um produto que lhe ofereça alguma experiência satisfatória, neste âmbito tome como exemplo a Apple, que busca pela excelência de seus produtos nos mínimos detalhes e veicula em suas campanhas usuários Apple descolados, felizes e de bem com seus Mac’s, iPod’s e iPhone’s.
Por que você acha que vender mulheres gostosas em propaganda de cerveja funciona?
Lembre-se, a publicidade evoluiu a ponto de vender bem-estar associando a marca, você quer acompanhar a tendência e aumentar suas vendas ou ainda pretende gastar boa parte do seu orçamento publicitário falando mal da concorrência?




